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29|10|2026

Por Equipe Skill

RAD e Split Payment: entenda as diferenças e impactos

Com a Reforma Tributária, a forma de recolhimento dos tributos e de apropriação dos créditos de IBS e CBS passará por mudanças importantes. Nesse cenário, compreender como funcionam o Split Payment e o RAD (Recolhimento pelo Adquirente) será essencial para a gestão tributária das empresas. 

Embora os dois mecanismos estejam relacionados à extinção do débito da operação e, consequentemente, à apropriação dos créditos tributários, eles funcionam de maneiras diferentes. Entender essas diferenças ajuda as empresas a se prepararem para as novas regras, acompanharem os valores recolhidos e avaliarem os possíveis impactos no fluxo de caixa. 

Como a Reforma Tributária muda a apropriação de créditos de IBS e CBS? 

Uma das principais mudanças trazidas pela Reforma Tributária está relacionada ao aproveitamento dos créditos dos novos tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). 

No regime de não cumulatividade plena, o contribuinte terá direito a um crédito amplo. Entretanto, existe um ponto importante: como regra geral, a apropriação do crédito está relacionada à extinção do débito tributário da operação. 

Isso significa que acompanhar o que acontece com o tributo de cada transação será cada vez mais relevante. Além de verificar os valores destacados nos documentos fiscais, será necessário entender quanto do débito foi extinto e de que forma. 

Entre os mecanismos relacionados a esse processo estão o Split Payment e o RAD. Apesar de terem a mesma relação com a extinção do débito, cada um possui características próprias. 

O que é Split Payment na Reforma Tributária? 

O Split Payment, ou pagamento dividido, é um mecanismo de recolhimento em que os valores correspondentes ao IBS e à CBS são separados no momento do pagamento da operação. 

Na prática, durante o fluxo financeiro da transação, a parcela referente aos tributos é direcionada ao Fisco por meio do prestador de serviços de pagamento ou instituição operadora do sistema de pagamentos. Dessa forma, o recolhimento dos tributos ocorre dentro do próprio fluxo de pagamento da operação, sem depender exclusivamente de um recolhimento posterior pelo fornecedor. 

Para as empresas, compreender esse mecanismo será importante para acompanhar a destinação dos valores envolvidos nas transações e conciliar as informações financeiras e tributárias. 

O que é RAD (Recolhimento pelo Adquirente)? 

O RAD, sigla para Recolhimento pelo Adquirente, é outro mecanismo relacionado à extinção do débito tributário. 

Nesse modelo, o próprio adquirente contribuinte do regime regular — ou seja, quem compra o bem ou contrata o serviço e é contribuinte do IBS e da CBS — pode realizar o recolhimento dos tributos referentes à operação. Assim como acontece com o Split Payment, o RAD está relacionado à extinção do débito da operação e, consequentemente, ao processo de apropriação dos créditos tributários. 

A principal diferença está na forma como o recolhimento acontece: enquanto no Split Payment os valores são separados no fluxo de pagamento, no RAD o adquirente pode efetuar o recolhimento por meio de uma guia própria. 

Como o Split Payment e o RAD podem impactar o fluxo de caixa das empresas? 

As mudanças não se limitam à forma de recolher os tributos. Elas também exigem atenção à gestão financeira, especialmente ao fluxo de caixa de quem vende e de quem compra. 

Com a Reforma Tributária, será cada vez mais importante acompanhar o que aconteceu com o tributo em cada operação, incluindo: 

  • Valor do tributo destacado: quanto de IBS e CBS foi informado na operação. 
  • Valor efetivamente recolhido: quanto foi destinado ao Fisco. 
  • Extinção do débito tributário: como ocorreu o encerramento da obrigação relacionada à operação. 
  • Apropriação do crédito: como a extinção do débito se relaciona ao direito de aproveitar o crédito tributário. 

Essas informações serão fundamentais para manter a consistência entre os registros fiscais e financeiros, além de apoiar a conciliação das operações. 

Para quem vende, os mecanismos de recolhimento podem influenciar a movimentação dos valores recebidos. Para quem compra, acompanhar a situação dos tributos será importante para compreender como os créditos podem ser apropriados. 

Por isso, preparar os processos internos e os sistemas de gestão será cada vez mais relevante para lidar com as novas exigências. 

Por que acompanhar essas mudanças da Reforma Tributária? 

Entender o funcionamento do Split Payment e do RAD será importante para que as empresas se adaptem às mudanças na gestão tributária e acompanhem adequadamente os créditos de IBS e CBS. 

Mais do que conhecer as diferentes formas de recolhimento, será necessário garantir que as informações de cada operação possam ser acompanhadas e conciliadas ao longo do processo. 

Isso envolve integrar dados fiscais e financeiros, monitorar os valores destacados e recolhidos e compreender como a extinção dos débitos se relaciona à apropriação dos créditos tributários. 

A Reforma Tributária exige atenção não apenas às novas regras, mas também aos processos e controles que sustentam a gestão fiscal das empresas. 

O Split Payment e o RAD fazem parte dessa transformação e reforçam a importância de uma gestão tributária cada vez mais integrada, organizada e preparada para acompanhar cada operação. 

Continue acompanhando os conteúdos do Grupo Skill para ficar por dentro das mudanças e dos próximos passos da Reforma Tributária. 


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