Pois é, meus caros empresários: preparem-se para celebrar o Ano-Novo de 2026 com champanhe… ou com dor de cabeça tributária. A nova reforma tributária — nascida da Emenda Constitucional 132/2023 — entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2026.
Só que, surpresa da virada, 30% da regulamentação ainda está no limbo. Sim, o país inteiro prestes a operar um novo sistema tributário e quase um terço das regras ainda está perdido em algum Google Docs governamental.
Qual a grande mudança (teórica)? E a bagunça prática?
A ideia vendida é bonita: unificar tributos, acabar com a confusão de ICMS, ISS, PIS, COFINS, IPI — substituindo tudo por dois novos impostos: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — de competência estadual/municipal — e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — federal. Na teoria, simplificação. Na prática? As empresas terão que revisar profundamente seus sistemas contábeis, ERPs, emissão de nota fiscal, cadeia de crédito de insumos, fluxo de caixa, entre outros pontos.
Para dar um gostinho do “novo normal”: entende-se que a alíquota-padrão deverá girar em torno de 28%. E sim — existe previsão de reduções: por exemplo, nas novas regras, alguns setores ou modalidades de prestação de serviço teriam direito a uma “redução de 30%” da alíquota. Mas — e aí vem o golpe — essas alíquotas de referência ainda não foram definidas oficialmente, nem há clareza sobre como será a transição, crédito de ICMS acumulado, contencioso, emissão de notas fiscais, procedimentos para exportações, importações, venda digital ou cadeia produtiva.
Empresas: calibrando o GPS sem mapa — e rezando para não cair no precipício
Como você vai saber quanto vai pagar?
- Para começar, não há alíquota definitiva — ou seja, se o seu negócio opera em mais de um estado, boa sorte tentando prever o impacto com base nos dados de hoje.
- A “redução de 30%” — que soa como generosidade — não elimina o problema. Se você está fora de uma cadeia que gera créditos significativos, pode acabar pagando mais do que já desembolsa hoje. Há estimativas de que prestadores de serviços que hoje arcam com 8,65% de tributos sobre faturamento (PIS + COFINS + ISS) podem ter que lidar com algo próximo a 18,5%, dependendo da alíquota final.
- E se não atualizar seus sistemas contábeis, ERPs, emissão de notas fiscais, controles de crédito fiscal, desmontar a “gambiarra tributária atual” e refazer tudo com base na nova sistemática — bem… há grandes chances de você acordar já como “devedor tributário” no primeiro mês de 2026.
Em outras palavras: a fase de “teste nacional” prevista para 2026 não será um filme assistido pela empresa no papel de espectadora — você estará no palco, como protagonista, e o roteiro está — digamos, meio rascunhado.
Fase de testes não poupa quem erra — e a inércia pode custar caro
Segundo o cronograma definido, em 2026 CBS e IBS serão testados nacionalmente, com emissão de notas fiscais indicando os valores que seriam devidos — embora sem cobrança efetiva neste primeiro momento. Mas “sem cobrança” não significa “sem dor de cabeça”. Se a empresa não estiver adaptada: sistemas errados, notas emitidas com cálculos defeituosos ou ausência de controle de crédito fiscal, a transição pode gerar uma montanha de divergências que, a partir da intensificação da fiscalização, se converterão em multas, autuações e – claro — contas salgadas.
E como a regulamentação ainda está parcialmente inacabada, há insegurança jurídica: quem julgará litígios? Como serão administrados os saldos credores de ICMS antigos? Qual será o mecanismo de compensação? Quem vai definir para quais negócios valerá a redução ou alíquota zero?
Ou seja: estamos basicamente diante de um “jogo de tabuleiro” em que as regras começam a valer antes de alguém escrever o manual completo.
Nosso recado ácido — e profissional
Se você achava que a reforma era “aquela mudança organizada e justa” para simplificar sua vida contábil… bom, prepare o café forte e segure a respiração.
A verdade é que 2026 vai inaugurar uma tempestade tributária: empresas que não se prepararem já — revisando contratos, ajustando ERP, planejando fluxo de caixa — correm sério risco de entrar no ano como devedoras, em vez de pioneiras no novo sistema.
Mas não precisa entrar em pânico. Nossa empresa, com mais de 46 anos de estrada, está de olhos, ouvidos e planilhas abertos — pronta para trazer todas as semanas as atualizações mais quentes, interpretar os detalhes obscuros da regulamentação e — sobretudo — orientar quem precisa entender exatamente o que cada mudança representa para o seu negócio.
Se você tiver dúvidas específicas — sobre alíquota, crédito de ICMS anterior, notas fiscais, regime de transição, cálculo de CBS/IBS, ou até sobre o impacto na sua margem de lucro — estamos à disposição. Aqui no blog você pode acompanhar todo o processo da reforma, bem como nossas análises e alertas.
E vale reforçar: o Grupo Skill é especialista no assunto, acompanhamos cada atualização em tempo real e estamos totalmente preparados para atender e apoiar sua empresa em cada etapa dessa reforma — da teoria à prática, do susto à solução. Quando o tema é tributação, você não precisa navegar sozinho. Aqui, você tem quem entende — e entrega.
Prepare o cinto: 2026 vem aí — e não vai ser passeio de barco. Vamos juntos atravessar esse caminho!