21|01|2026

Mercado reduz projeção de inflação e mantém cautela

O cenário econômico brasileiro segue com indicadores mistos, refletindo cautela dos agentes financeiros sobre a atividade e a inflação. Segundo o último Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com bancos e instituições financeiras, as projeções para a inflação em 2026 foram revisadas para baixo, passando de 4,05% para cerca de 4,02%, enquanto a estimativa de taxa básica de juros (Selic) foi ajustada ligeiramente para 10% ao ano. As expectativas para os anos seguintes mostram estabilidade nas metas de inflação em torno de 3,8% a 3,5%.  

Em relação ao crescimento econômico, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) se mantêm estáveis, com o mercado prevendo expansão moderada nos próximos anos. Apesar de os números ainda não refletirem grandes acelerações, isso indica uma persistente confiança em uma trajetória de crescimento gradual da economia.  

Os dados oficiais do IBGE mostram que a economia brasileira registrou um avanço de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, evidenciando o ritmo mais lento da atividade econômica, mas ainda positivo. Esse desempenho reflete contribuições de diversos setores, incluindo comércio, indústria e serviços, e aponta para uma economia em recuperação, ainda que com desaceleração no consumo das famílias e investimento.  

Esses indicadores destacam um cenário de ajustes. A inflação tende a convergir gradualmente para a meta em médio prazo, enquanto o crescimento econômico permanece moderado. Isso influencia decisões de política monetária, investimentos e planejamento financeiro, exigindo que empresas e investidores acompanhem de perto as projeções e adaptem suas estratégias. 


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