Por Gilberto Bueno*

Toda mudança gera desconforto. Afinal, é necessário deixar de lado métodos antigos e implementar um novo conceito de gestão. Por sua vez, é preciso chamar atenção para um outro obstáculo que também acaba prejudicando essa transição: o uso de sistemas legados. Não à toa, segundo o relatório “O Estado da Integração Empresarial 2023”, divulgado pela Digibee, 35% dos entrevistados apontaram essa como a maior dor nos processos de integração de sistemas.

São considerados sistemas legados softwares ou ferramentas já ultrapassados, e que não têm capacidade de acompanhar os avanços da tecnologia ou atender as necessidades da empresa. Com isso é realizado a implantação de um novo sistema e, o anterior, é então assim chamado de sistema legado.

Esse aspecto também influencia diretamente a área de finanças. Até porque, administrar operações em dois sistemas, sendo o antigo e o que está em migração, pode trazer incompatibilidades de dados, além do não cumprimento das responsabilidades que permeiam o setor – o que foi apontado por 32% dos entrevistados pela Digibee, como uma grande preocupação.

Uma das razões que faz com que esse cenário ainda faça parte de boa parte das organizações é a forte resistência a mudanças. Afinal, para que mudar se sempre funcionou? Esse tipo de pensamento acaba fortificando as barreiras que impedem a empresa de avançar nos conceitos de inovação.

Deste modo, a área de TI, que possui uma ampla participação em todo esse processo, acaba dedicando muito tempo e atenção para a manutenção dessas ferramentas ultrapassadas quando, na verdade, poderia se dedicar em desenvolver habilidades que possam impulsionar a organização, fortalecendo sua lucratividade.

E, considerando as diversas funções que fazem parte do dia a dia da organização, principalmente, no setor financeiro, a migração para uma ferramenta robusta pode favorecer e muito a rotina dessa área. Isso é, ao ter um sistema embarcado em tecnologia de ponta que ofereça importantes funcionalidades como automatização, importação de informações do sistema legado, controle de fluxo, entre outros ganhos, é possível ter maior segurança nas operações.

Gilberto Bueno, consultor de produtos e serviços do Grupo Skill

Ou seja, o usuário terá plena convicção na emissão de relatórios, tendo margem para se dedicar as funções estratégicas e analíticas, garantindo maior fluidez em todo o processo. Certamente, toda organização almeja tais ganhos apontados, mas esse não é um caminho para ser percorrido sozinho. Nesse aspecto, ter o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem e que ofereça esse tipo de solução, fará toda a diferença desde a implementação, até no treinamento da equipe.

Levando em conta todos os avanços conquistados pela transformação digital, não há mais como se manter preso em métodos que não auxiliem no desempenho da empresa. Ainda de acordo com o estudo da Digibee, quase 100% dos entrevistados do mercado financeiro apontaram que precisam criar, a cada 12 meses, até dez integrações nos principais aplicativos, acarretando ciclos de manutenção desnecessários.

Dessa forma, é crucial que as empresas busquem se adaptar, analisar profundamente os seus gaps e, sobretudo, estarem atentas às novidades do mercado de tecnologia, avaliando aquilo que pode ser implementado para melhorias nos aspectos de gestão. Ao longo deste processo, é fundamental que haja a máxima a participação dos colaboradores, já que são eles que irão operar e utilizar a ferramenta no dia a dia.

Por fim, cabe o alerta: se sua empresa ainda utiliza sistemas legado para consultar informações, busque deixar de usá-los o quanto antes. Até porque, toda mudança pode causar dores e desconfortos, mas permanecer no “erro” pode gerar atrasos irreversíveis.


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