Saiba tudo sobre boleto bancário



Tire todas as suas dúvidas sobre o boleto bancário, esse método de pagamento tão utilizado no Brasil.

A emissão de boletos bancários é um assunto bastante amplo e pode causar muitas dúvidas, principalmente para empreendedores que estão começando um negócio ou que ainda não oferecem essa opção de pagamento para o cliente. Nesse artigo, você vai entender cada um dos detalhes que envolvem esse tema.

Antes de tudo, é necessário que você compreenda os termos utilizados para se referir às partes envolvidas nas transações feitas através de boletos:

  • Cedente ou beneficiário é a parte que emite a cobrança e que receberá o valor do pagamento; e
  • Sacado ou pagante é a parte que efetua o pagamento.

E agora que você já sabe quem é quem, vamos ao que interessa?

O QUE É BOLETO BANCÁRIO

O boleto bancário é um título de cobrança exclusivamente brasileiro. Nele, você encontra informações como o valor da compra, com taxas e multas discriminadas, a data de vencimento para a efetuação do pagamento, o banco responsável pela cobrança, dados do cedente e do sacado e um código de barras, pelo qual o pagamento é lido e identificado, e que acompanha uma sequência de números que pode substituí-lo. Esse modelo foi padronizado pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

A IMPORTÂNCIA DESSE MÉTODO DE PAGAMENTO

No Brasil, as duas formas de pagamento mais utilizadas em compras online atualmente são cartão de crédito, representando 64% do total de vendas, e boleto bancário, representando 22%. Dois dos motivos para que isso aconteça são a praticidade e a agilidade desses dois métodos. (pesquisa do Sebrae).

Porém, apesar do cartão de crédito ser mais utilizado que o boleto bancário, segundo pesquisa realizada este ano pelo Instituto Locomotiva, um em cada três brasileiros não possui conta bancária, isso equivale a 45 milhões de pessoas, e, de acordo com o Banco Mundial, globalmente o número de desbancarizados chega a 1,7 bilhão.

Essa é a importância do boleto bancário, já que ele pode ser pago pela Internet, em caixas eletrônicos ou em lotéricas, caso o cliente não possua conta bancária. Então, imagine a quantidade de clientes que você, empreendedor, pode perder caso não ofereça essa forma de pagamento.

A EMISSÃO DE BOLETO BANCÁRIO

Existem diversas maneiras de se emitir boletos, mas as duas formas mais práticas e mais utilizadas atualmente são:

INSTITUIÇÃO BANCÁRIA

Para emitir um boleto bancário, primeiramente, é necessário que você possua uma conta corrente que permita esse tipo de operação, pois é lá que o valor do pagamento será depositado. Caso a conta de sua empresa não ofereça essa opção, entre em contato com o seu banco e peça para que esse serviço seja liberado.

Depois disso, é necessário informar todos os dados pertinentes, como o valor da transação, data de vencimento, juros e multas, além das informações do cedente e do sacado. Esse preenchimento precisa ser feito manual e individualmente e ao final desse processo, é possível escolher entre o boleto físico ou digital.

INTERMEDIADORES DE COBRANÇA

Os intermediadores de cobrança são ferramentas digitais emissoras de boleto muito usadas por pequenas empresas e, em alguns casos, também se faz necessário o preenchimento individual das informações de cada venda.

O diferencial desse tipo de emissão é que o sistema pode estar vinculado a uma conta corrente ou a uma poupança. Além disso, plataformas que oferecem esse tipo de serviço, fornecem relatórios com todas as informações das transações feitas, o que ajuda o empreendedor a ter controle sobre suas vendas.

OS TIPOS DE BOLETOS BANCÁRIOS

Existem diferentes tipos de boletos bancários e nesse tópico falaremos sobre eles. Porém, antes é necessário que você entenda a importância do registro do boleto.

Até o final do ano de 2017, foi permitido o uso de boleto bancário sem registro, ou boleto simples, que era bastante popular. Nele, não era necessário informar os dados do comprador, prazo para pagamento e, nem mesmo, o valor da compra. Ou seja, o banco não tinha acesso e controle sobre essas informações, fazendo com que a empresa responsável pelo recebimento do valor pago precisasse ter atenção redobrada às transações, para que não houvesse nenhuma incongruência.

A falta de registro, então, facilitava a aplicação de golpes por meio desses boletos, que eram feitos a partir da troca do código do pagamento. O sacado pagava o boleto e o dinheiro acabava indo parar nas contas dos criminosos, ao invés de ser direcionado para a empresa.

A vantagem no uso da opção sem registro era a possibilidade de modificar informações do boleto a qualquer momento, sem a necessidade de entrar em contato com o banco. Além disso, a tarifa bancária era menor nessa modalidade.

A partir do dia 1º de janeiro de 2018, começou a ser aceito apenas o uso do boleto registrado, que contém todas as informações necessárias para uma transação segura.

Agora sim, conheça os principais tipos de boletos existentes:

BOLETO AVULSO

O boleto avulso é aquele emitido, por exemplo, na compra de um produto online que não foi parcelada, sendo paga em uma única vez. Também pode ser utilizado para pagamentos que são feitos em periodicidade mais espaçada, como anualmente.

BOLETO RECORRENTE

O boleto recorrente é utilizado para pagamentos de periodicidade frequente, como contas mensais de luz e água, ou para pagamentos parcelados. Ele pode ser emitido de forma automática, de modo a facilitar o processo para a empresa.

CARNÊ

O carnê funciona como uma série de boletos que são emitidos de uma só vez e pode ser usado, tanto para compras grandes parceladas quanto para cobranças de serviços prolongados. É uma opção comumente usada por pessoas que não possuem conta bancária e que não querem fazer pagamento à vista.

QUAIS PRECAUÇÕES TOMAR PARA QUE O BOLETO SEJA UM MÉTODO DE PAGAMENTO SEGURO

Segundo Kalinka Castelo Branco, Professora Doutora do Departamento de Sistemas de Computação do Instituto De Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), ainda ocorrem muitas fraudes em boletos bancários no Brasil, somando mais de R$ 500 mi anualmente. Para não correr o risco de ser mais uma a engrossar esse número, é preciso que a empresa use ferramentas de segurança e sistemas antifraude ao fazer vendas online, a fim de proteger os dados de clientes e garantir que a emissão dos boletos seja feita da forma correta.

Kalinka Castelo Branco ainda afirma que o cliente também possui formas de se certificar de que o boleto não está fraudado. “O usuário deve sempre verificar as informações de cobrança do boleto no site da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), onde é possível encontrar o nome e o CNPJ da empresa que emitiu o boleto, de modo que o usuário pode confirmar se está efetivamente pagando o boleto para a empresa correta.”


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