Demonstrações Contábeis

Estamos chegando ao final do ano e isso remete ao natal e réveillon, férias coletivas para algumas empresas, verão e praia para algumas pessoas, e para os contadores não tem como não lembrar de Balanço, DRE e Encerramento contábil.

Aproveitando o final do ano, decidi falar um pouco sobre as demonstrações contábeis e a importância delas no encerramento contábil.

Em suma, temos seis demonstrações contábeis, sendo elas:

  • Balanço patrimonial (BP);
  • Demonstração do resultado (DRE);
  • Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados (DLPA), que pode ser substituído pela Demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL);
  • Demonstração dos fluxos de caixa (DFC);
  • Demonstração do valor adicionado (DVA), se divulgada pela entidade; e
  • Notas explicativas, incluindo a descrição das práticas contábeis.

As demonstrações contábeis, ou demonstrações financeiras, possuem em sua essência, dois objetivos principais:

1) Obrigatoriedade de divulgação

2) Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o resultado e o fluxo financeiro de uma empresa

Embora as demonstrações contábeis devam ser geradas de forma anual para atender a legislação no caso do primeiro objetivo, é importante e sempre recomendado extrair de forma mensal para que consiga gerenciar a empresa com informações mensais, sempre analisando a posição e os resultados atuais.

Dentre as seis demonstrações destacadas acima, quatro estão dispostas no Guia Prático da ECD e devem ser entregues no arquivo da obrigação fiscal. Sendo eles:

  • Balanço Patrimonial – Registro J100
  • Demonstração do resultado – Registro J150
  • Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, que pode ser substituído pela demonstração das mutações do patrimônio líquido – Registro J200
  • Notas explicativas – Registro J800

Porém, vale ressaltar, que embora a Demonstração de Fluxo de Caixa e a Demonstração do valor adicionado não possuam registro e obrigatoriedade na ECD, de acordo com o artigo 176 da Lei 6404/76, é expresso que “Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício” e contempla tanto a DFC quanto a DVA.

Cada demonstração fornece uma informação sobre a empresa, onde:

a) O BP possui os dados sobre o patrimônio da empresa, sendo que o patrimônio divide-se entre Ativo (Bens e Direitos) e Passivo (Obrigações);

b) A DRE possui as informações sobre o resultado da empresa no período demonstrando as Receitas, Custos e Despesas incorridas;

c) A DLPA demonstra os lucros e prejuízos do período, sendo que esta demonstração pode ser substituída pela DMPL que detalha as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido da empresa, incluindo os lucros e prejuízos do período;

d) A DFC possui uma visão de Caixa, diferente das outras demonstrações que são por competência, e mostra a movimentação financeira da empresa;

e) A DVA, que substituiu a demonstração de origem e aplicações de recursos (DOAR), têm como finalidade apresentar os valores monetários adquiridos e sua distribuição durante o exercício; e

f) As notas explicativas complementam as demonstrações divulgando os embasamentos utilizados na confecção destas obrigações.

No Grupo Skill prezamos sempre pela transparência das informações, o que é fundamental para as demonstrações contábeis, e visando esta clareza, o módulo ECD do TripleOne utiliza somente os lançamentos contábeis do SAP Business One para compor todas as demonstrações contábeis necessárias, entregando as informações reais da empresa, dando a segurança e tranquilidade para que você possa aproveitar o final do ano.

Fontes:
Site oficial Governo – Lei 6404/76
Manual de Orientação da ECD

 

Lucas Sigaki
Sócio do Grupo Skill
Especialista de produto SAP Business One.
Louco por processos fiscais, contábeis e financeiros, além de ser entusiasta por novas tecnologias e inovações.