Gestão Fiscal Não É Filme de Terror!

Ao primeiro grito de “fogo!”, instintivamente nos apavoramos e procuramos a saída de emergência mais próxima.

Mas é preciso tomar cuidado. Esse terror gera uma correria perigosa.

É isso o que ablogskille quando empresas se deparam com notícias do tipo “Sua empresa está preparada para o EFD-Reinf?” ou “Prepare-se! O eSocial está chegando!”.

No entanto, há quanto tempo já ouvimos falar desses dois projetos do SPED? O Decreto 8.373, que institui oficialmente o eSocial, é de dezembro de 2014. Já a IN 1701, que formalizou a EFD-Reinf, é de março de 2017, porém, já haviam anúncios antes da oficialização.

Ablogskille que a gestão fiscal não é filme de terror. Ou não deveria ser. Mas, na praxe, muito conteúdo de marketing é colocado como notícia fiscal e é publicado como um alarme de incêndio para os contribuintes que, em alerta, buscam rapidamente por soluções para se manterem em conformidade.

Obviamente, nenhuma empresa quer ser autuada e pagar multas, mas se pararmos para analisar as mudanças, tanto tecnológicas quanto nas leis fiscais, de quem, realmente, é a responsabilidade?

Dificilmente, hoje, uma empresa faz sua contabilidade e entrega as obrigações fiscais sem auxílio de um sistema, independentemente do porte da empresa. É aí que desenvolvedoras de software e escritórios de contabilidade encontram oportunidades para ofertarem produtos e serviços. A responsabilidade, então, passa a ser compartilhada. Cria-se uma parceria.

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Para completar a analogia, as desenvolvedoras de software são como os extintores de incêndio, e os contribuintes devem manter a calma e utilizar sua experiência para saber, primeiro, se o fogo é real e, se for, depois, é necessário ter a confiança e conhecimento para utilizar o melhor extintor e de forma correta.

Viviane Toffoli, especialista nas áreas contábil e fiscal do Grupo Skill, reforça essa divisão de responsabilidade.

Tanto as empresas que fornecem soluções fiscais, como as empresas usuárias dessas soluções, precisam estar atentas às alterações na legislação. A maioria das informações exigidas nas obrigações fiscais não depende apenas de mudanças e adaptações no software, mas também da revisão de processos por parte das empresas usuárias“.

Para a EFD-Reinf, particularmente, muito é dito sobre o realinhamento dos processos da empresa, já que, além de informações dos serviços prestados ou tomados mediante cessão de mão de obra ou empreitada, e retenções na fonte de diversas origens, os processos administrativos e judiciais também deverão compor o arquivo XML a ser enviado.

A EFD-Reinf vai chegar sim, mas a entrega começa em 2018 para as empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões em 2016, e somente em julho para as que tiverem faturamento menor a isso.

Não é preciso entrar em pânico!

Vale mais para as empresas terem o pé firme agora e saber reconhecer as melhores ferramentas e os parceiros de confiança, para não serem pegas de surpresa e entregar todas as obrigações corretas e em tempo.

Por Ronnie Arata – Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Responsável pela comunicação e documentação dos produtos da Skill Consulting.


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